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INBAC LANÇA PROJECTO DE FORTALECIMENTO DA GESTÃO E RESILIÊNCIA DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NAS ÁREAS DE CONSERVAÇÃO DE ANGOLA, PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL GEF 7


Waheed Al Fazari

      O INBAC realizou, a 25 de março de 2025, o workshop de lançamento do Projeto de Fortalecimento da Gestão e Resiliência das Alterações Climáticas nas Áreas de Conservação de Angola para o Desenvolvimento Sustentável, no Hotel Intercontinental. O objetivo do workshop foi o lançamento oficial do projeto, reunindo para o efeito as principais partes interessadas e socializando-as com os objetivos, metodologia e os resultados esperados pelo projeto. Este projeto se enquadra no quadro do Programa Global para a Vida Selvagem (GWP) do GEF 7.

       O Diretor do INBAC, Dr. Miguel Xavier, proferiu o discurso de boas-vindas e elucidou os convidados sobre os objetivos do workshop. No seu discurso, o diretor não deixou de mencionar o impacto positivo que a implementação do projeto trará às áreas eleitas para a sua execução, destacando que essas zonas de Angola têm sido fortemente afetadas pelas alterações climáticas. Reforçou, ainda, a importância do lançamento do projeto para o país, bem como a cooperação com os parceiros.

     Sua Excelência, o Secretário de Estado do Ambiente, Eng. Iuri Walter Sousa dos Santos, proferiu o discurso de abertura, enaltecendo a importância da implementação do projeto e destacando-o como um marco significativo nos esforços do governo angolano para promover a conservação da biodiversidade e enfrentar os desafios impostos pelas alterações climáticas. Sua Excelência mencionou o compromisso do governo angolano ao longo dos últimos 20 anos na recuperação e revitalização do sistema de áreas de conservação, enfatizando os investimentos substanciais realizados na reabilitação de infraestruturas dessas áreas, na aquisição e manutenção de equipamentos de fiscalização e no empoderamento das comunidades locais que habitam e convivem nas proximidades dessas regiões protegidas. Os resultados satisfatórios observados dentro das áreas de conservação são fruto de uma colaboração frutífera entre parceiros nacionais e internacionais.

    O Secretário de Estado concluiu reconhecendo que o envolvimento do INBAC, em colaboração com a Conservation International (CI) e os parceiros de implementação, será fundamental para assegurar que, ao final da vigência do projeto, sejam obtidos resultados satisfatórios nas áreas selecionadas.

Presenças no evento

Estiveram presentes no evento:

  • Secretário de Estado do Ambiente, Eng. Iuri Walter Sousa dos Santos

  • Secretário de Estado das Florestas, Dr. João da Cunha

  • Vice-Governador do Cuando Cubango, Cláudio Muhongo

  • Sua Majestade, Rei Muene Dala

  • Diretor-Geral do INBAC, Miguel Xavier

  • Diretor Provincial do Ambiente do Namibe

  • Representantes do Governo Provincial do Cuando Cubango

  • Administradores dos Municípios do Bongo, Calai e Cuangar

  • Chefes de Departamento do INBAC

  • Parceiros de implementação

  • Representante Regional para África da CI, Dr. Ismael Matima

  • Altos funcionários da Conservation International

  • Vice-Presidente do CI GEF Agency, Floriça Samoro

  • Diretor Sênior para África e Diretor Sênior para Gestão de Quadro Ambiental e Social

Apresentação do Projeto

     Na apresentação do projeto, ponto alto do workshop, foi fornecida uma visão geral das modalidades de execução, seus componentes e fases, bem como os parceiros de execução e suas respectivas funções.

O projeto será implementado em áreas transfronteiriças de grande escala (ACTFs), nomeadamente:

  • Parque Nacional de Luengue Luiana, na ACTF Kavango Zambeze

  • Parque Nacional do Iona, na ACTF do Iona-Skeleton Coast

    Quanto ao seu horizonte temporal, terá duração de sete anos (2023-2030) e será implementado pela Fundação Conservation International (CI), em parceria com o Ministério do Ambiente, o Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC), a International Conservation Caucus Foundation (ICCF) e a African Parks (AP).

Componentes do Projeto

O projeto está estruturado em quatro componentes principais:

  1. Reforçar a resiliência das comunidades locais às alterações climáticas em áreas transfronteiriças específicas.

  2. Melhorar a gestão das áreas de conservação e a proteção da vida selvagem em ACTFs específicas.

  3. Aprimorar a capacidade técnica e institucional das entidades responsáveis pela conservação e mudanças climáticas.

  4. Facilitar a monitorização do projeto, a gestão do conhecimento e a partilha de lições aprendidas.